Reforma Tributária na Prática

Importações e a Reforma Tributária: o que as empresas precisam começar a observar?

Importar sempre foi uma atividade que exige planejamento, organização e conhecimento técnico.

Muito antes de uma mercadoria chegar ao Brasil, diversas decisões já foram tomadas.

Fornecedor escolhido.

Condições comerciais negociadas.

Classificação fiscal definida.

Documentação preparada.

Custos calculados.

Com a Reforma Tributária, essa necessidade de organização torna-se ainda mais evidente.

Mais do que compreender as novas regras da CBS e do IBS, as empresas precisarão revisar seus processos para garantir que as informações percorram toda a operação de forma consistente.

A transição não começa no desembaraço aduaneiro.

Ela começa muito antes.

A importação começa antes da chegada da mercadoria

É comum associarmos a importação, ao momento em que a carga chega ao porto ou ao aeroporto.

Na prática, a operação começa muito antes.

Na negociação com o fornecedor.

Na definição do Incoterm.

Na classificação da mercadoria.

Na análise dos custos.

Na escolha da logística.

Cada uma dessas decisões, influencia diretamente toda a operação tributária.

Por isso, a preparação para a Reforma Tributária deve começar ainda na fase de planejamento da importação.

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A classificação fiscal será ainda mais estratégica

A classificação fiscal, nunca foi apenas uma obrigação acessória.

Ela influencia tratamentos tributários, benefícios fiscais, exigências regulatórias e a correta tributação das operações.

Com a Reforma Tributária, sua importância permanece.

NCM corretamente definida.

Descrição completa dos produtos.

Atributos fiscais atualizados.

Documentação consistente.

Esses elementos continuarão sendo fundamentais, para garantir segurança jurídica e operacional.

Um cadastro bem estruturado reduz retrabalho, facilita a parametrização dos sistemas e contribui para uma apuração mais confiável.

A integração entre áreas deixa de ser uma opção

Importar, envolve muito mais do que o departamento de Comércio Exterior.

Compras.

Logística.

Fiscal.

Financeiro.

Contabilidade.

Tecnologia.

Cada área, participa de uma etapa da operação.

Quando as informações deixam de circular corretamente entre esses setores, aumentam os riscos de inconsistências, retrabalhos e custos desnecessários.

A Reforma Tributária reforça a necessidade de uma atuação integrada.

Os sistemas precisarão refletir a realidade da operação

A tecnologia será uma das principais aliadas da transição.

Mas, nenhum sistema é capaz de corrigir informações que nasceram incorretas.

Parametrizações inadequadas.

Cadastros incompletos.

Atributos inconsistentes.

Integrações mal configuradas.

Tudo isso, compromete a qualidade das informações utilizadas na apuração tributária.

Antes de pensar em novas funcionalidades, muitas empresas precisarão revisar a qualidade dos dados que já possuem.

O planejamento continua sendo um diferencial competitivo

A Reforma Tributária não elimina a necessidade de planejamento.

Ela amplia sua importância.

Empresas importadoras continuarão precisando avaliar:

  • a composição dos custos da importação;
  • os impactos financeiros da operação;
  • o aproveitamento dos créditos previstos na legislação;
  • a formação do preço de venda;
  • a eficiência dos processos internos.

Preparar-se, significa compreender que decisões tomadas antes do embarque, podem produzir reflexos durante toda a cadeia operacional.

Onde as empresas podem encontrar mais dificuldades durante a transição?

A experiência mostra, que os maiores desafios normalmente não estão na legislação.

Eles aparecem na operação.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • revisão da classificação fiscal (NCM);
  • atualização dos cadastros de produtos;
  • parametrização dos sistemas;
  • integração entre ERP e módulos de Comércio Exterior;
  • qualidade das informações compartilhadas entre departamentos;
  • documentação fiscal consistente;
  • revisão dos processos internos antes da implantação das novas regras.

Mais do que corrigir problemas depois que eles acontecem, a preparação permite reduzir riscos antes mesmo da operação ser realizada.

O olhar do Fiscal sem Filtro

Quando pensamos em importação, normalmente imaginamos contêineres, navios, aeroportos e cargas cruzando fronteiras.

Mas existe outra viagem acontecendo ao mesmo tempo.

A viagem das informações.

Cada documento emitido.

Cada cadastro atualizado.

Cada classificação fiscal revisada.

Cada integração entre sistemas.

São essas informações que sustentam toda a operação.

A Reforma Tributária, reforça exatamente essa realidade.

Quanto mais confiáveis forem os dados utilizados pela empresa, maior será sua capacidade de adaptar-se às mudanças com segurança.

Sem Filtro

Importar, nunca significou apenas trazer produtos de outro país.

Importar, sempre significou conectar pessoas, processos, documentos e informações.

Uma mercadoria atravessa oceanos.

Mas, antes dela chegar ao destino, inúmeras decisões já definiram como essa operação será registrada, tributada e controlada.

A Reforma Tributária torna essa conexão ainda mais importante.

Porque, no final…

Uma operação de importação não é construída apenas pela movimentação da mercadoria.

Ela é construída pela qualidade das informações que acompanham cada etapa do seu caminho.

E empresas que compreendem isso, não estarão apenas preparadas para a Reforma Tributária.

Estarão preparadas para operar com mais segurança, eficiência e competitividade em qualquer cenário.

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